Este Blog é um compasso de tempo, onde escrevo, alguns momentos que chamei "Riscos demais".

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Mais leve... mais perto.

Há 10 anos não acreditei, neguei, chorei quase morri dentro de mim… hoje encerro uma alínea da minha vida… é com alegria que escrevo neste compasso de tempo a liberdade conseguida quando deixei para trás a sombra que me maltratou a alma, que me flagelou o corpo… que quase me roubou "o sol". Abandono HOJE o peso do medo que guardava na alma. Em flashes da memoria recordo alguns momentos que ficaram… guardo-os… “recordando-os” como uma mais valia, a experiência que mudou o meu EU. Aceito…aprendendo e continuo o meu percurso, agora sim, mais leve...mais perto do SOL.

domingo, 30 de novembro de 2008

...30

… entre curvas de nível e declives chegamos aos 30. Partilhar, neste compasso de tempo o quanto és importante e todos os momentos que vivemos... seria impossível pois ficaria sempre algo por contar …a roupa de criança que trocamos, as ferias em Aveiro, as conversas secretas a noite, os receios de duas miúdas adolescentes, a aventura de um novo penteado e a experiência das perucas, os momentos que chorávamos…de tanto rir… em todos os momentos com ou sem sol ÉS a minha sombra… tudo se transforma… e o que fica connosco é o que vivemos, o que abraçamos e o que guardamos…é algo só nosso, eterno.

sábado, 15 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

por seres assim...

…a cada dia liberto-me de tudo o que me amarra… hoje divorciei-me da origem que nego, abandonei a magoa…porque no teu olhar vazio percebi que consegui… no teu estado perturbado compreendi que o fardo que suportas é penoso…a INDIFERENÇA. És tudo o que não quero, és exemplo de como errar…és o chão que não quero pisar… por seres assim fizeste de mim um ser MELHOR… hoje perdoo-te…não te nego mais…esqueci-te.

sábado, 18 de outubro de 2008

"menos é mais..."

Tudo se transforma acabando por ser efémero… mesmo quando desejamos que tudo se construa e nada se perca… nem todos nos regemos pelos mesmos princípios e a palavras são usadas imprudentemente…acabando por cair em contradição…e tudo se DESFAZ. Se “menos é mais” a distância e as horas que não partilhamos…transformaram-se numa mais valia. Desamparo o mais do mesmo… delineando o percurso que escolhi.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

De onde a terra se esconde no mar…

Açores… refugio de oito dias, onde encontrei a paz que procurava, o descanso que desejava. Só… encontrei em cada voo um desafio em cada percurso algo novo… inicialmente neguei tinha o peito fechado da angustia de mais uma viagem sozinha, mas não podia ficar tinha que conseguir a liberdade que procurava… viajei e assim que descolei a sensação de domino e de liberdade fez-me esquecer tudo o que me fazia ficar. Parti e em cada dia construía mais uma etapa, completava o objectivo da minha viagem… é gratificante quando nos sentimos realizados, mesmo quando o estímulo é a dor… tudo passa, tudo se transforma… e o que fica connosco é o que vivemos, o que abraçamos e o que guardamos…e isso não perdemos e ninguém nos pode tirar… é algo só nosso, eterno.

domingo, 21 de setembro de 2008

Existe um coração debaixo do exterior gelado...

Porque vêem a pela e não a alma…crêem alguém que não existe. O que falo não compreendem o que suplico não é perceptível. Nego o que me concedem e o que persistem em manter. Neste exterior gelado, numa ausência de expressão, habita uma alma tão frágil que quebra com a ausência de um simples olhar… porque não sou como me vêem exigem de mim mais do que consigo suportar … e este fardo é pesado demais. Sei que é difícil de crer, mas por de trás deste exterior gelado existe um sorriso assim…

Fica tanto por contar...

Mais um ano lectivo concluído e com ele a minha licenciatura. Partilhar, neste compasso de tempo, todos os momentos que vivi em seis anos… o que amei, o que sofri, o que chorei, o que sorri… é impossível pois ficaria sempre algo por contar. Numa linguagem universal, estou feliz porque terminei um objectivo, mas ainda com pesar, vivo um dia de cada vez em busca da liberdade. Ainda não encontrei a casa onde posso adormecer, descansar ser EU... feliz. Permanece ao alcance de um olhar tudo o que me magoa tudo o que nego tudo o que abandono mas teima em ficar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

sem espaço...


Só hoje senti que o rumo a seguir é dicotómico… mas vou caminhando desenleando os nós e laços que o mundo faz e recebendo outros abraços que a vida dá… entre laços e abraços procuro a essência, de algo maior que tudo sem forma ou espaço. Algo que temos connosco, sem matéria ou tempo. Não sei se vou encontrar… mas vou procurar… que tudo seja sincero e puro…belo e simples como a primeira vez.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

“Não largues sem querer “

Onde tudo é efémero, relacionamo-nos em momentos isolados, estimulados por impulsos, por desejos egoístas que só servem para satisfazer o nosso EU. Omitimos o que sentimos e o sentido das escolhas, em prol de algo que minimize o vazio e que preencha o espaço sobrante. E quando deixamos de ter espaço, abandonamos sem estima o que um dia nos completou. Somos tão fracos e efémeros, repudiamos o que já não nos serve como de um objecto se trata-se…largamos sem querer, tudo o que um dia foi mais que tudo.
Lacera…pois “ tudo o que é meu, é tudo o que eu não sei largar”… se queres ficar não largues sem querer.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

“…e se um dia não me apetecer mais”

…abandonarei o que idealizei, o que vivemos, este “amor” intemporal sem espaço nem forma.
Permaneci porque acreditava que eramos dois… mas o vazio em que tudo se transforma ficou intolerável e o teu egotismo centrado no teu umbigo, mágoa.
Abandono este percurso que delineamos a dois… assim o que tens para me dizer não quero ouvir… o que tens para me mostrar não quero ver…o que tens para me dar não quero… não me apetece mais ser online quando estás offline.
Apesar da distância magoaste-me mais do que seria de prever… foste até onde permiti… mas não me apetece mais por isso despeço-me “meu Coração de Alabastro”… que o tempo e cada momento possam ser um dia um percurso.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

“O meu Jardim”

No silêncio onde as mãos se dão… quase morri dentro de mim… quase desamparei este jardim…mas a mesma noite que te levou trouxe-te, voltando tudo o que tens…e o que é “meu”, ficas por dentro de mim ficas dentro de mim…Fica pois é para nós este jardim…

(clicar no tíulo)

“Meu sol”

Depois da ausência… do espaço que precisamos para pensar, tudo volta e nada se perde, em compassos tudo se transforma… com o tempo conquistamos incertezas mas abandonamos a ansiedade… e assim tudo fica mais calmo numa maturidade amparada por algo que julgamos ser mais que tudo… “qualquer coisa que aquece o coração, há qualquer coisa quente quando estás… qualquer coisa que nos prende …”.
No espaço que habito és o meu sol… “por isso vêm quebrar o medo vêm saber se há depois…e sentir que somos dois…”

(clicar no título)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O teu umbigo (…)

Perdi… quando mais precisava de ti… eras o meu momento de descanso e paz…quando tudo me magoava. Mas não foste capaz de ver o apreso que tinha por ti… o carinho que te guardava, o “amor” que te dedicava. Sei que em muitos momentos fui ausente, mas fiquei quando te afastaste, compreendi, esperei, respeitei… fui ficando… por mim, por ti e por nós.
Tudo se transformou e o que mais desejei perdeu-se… agora recordo alguém que nunca conheci… e guardo cada palavra como única.
Admiro a tua persistência… mas magoa o teu egoísmo centrado no teu umbigo. Respeito cada escolha, mas lamento que o teu egocentrismo não te tenha deixado ver para além das palavras, para além da ausência, para além do silêncio.
Vou ficando porque continuo a acreditar que não é uma questão de mudar de barco, mas de vermos juntos a melhor rota…
Vou permanecendo… até ao dia em que o vazio se tornar intolerável.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

(...) minha tenacidade

Tudo se transforma entre perdas, entre a dor crescemos e com o tempo tudo se renova… a existência é um ciclo onde amamos, choramos quase desistimos mas acabamos sempre por ficar, mesmo quando a dor é insuportável mesmo quando tudo fica hostil.
A minha força reside unicamente na minha tenacidade, apesar da magoa e a falta de cresça nas pessoas e na vida… existe em mim um apego a este jardim que não me deixa desistir… neste momento já não é por ninguém nem para ninguém, mas sim por mim e para mim… pois mesmo partilhando estaremos sempre sós… e o mais eterno que podemos construir é o nosso EU… pois a parte disso tudo é efémero.

"Coração de Alabastro"

Foste parte de muitas horas que se transformaram em dias, por sequência em semanas…foste o meu abrigo em muitas noites…uma companhia de muitos momentos…
Trocamos os segredos mais escondidos quase “proibidos”…em sonhos criamos um estado de conformidade… e agora com o fim tudo se perde tudo o que nos aproximou agora afasta-nos… tudo o que amamos agora negamos…
Com o fim tudo volta ao inicio…num séquito de vazio, onde tudo é desconhecido.
Acreditei e entreguei a alma mesmo quando a distância aumentava o vazio…pois tinha para mim que a nosso “amor” era mais forte que a “morte”… mas perdeu-se em palavras sem cor num jardim sem odor.
Não me magoa a perda mas a indiferença em que tudo se transforma… na cumplicidade do vazio.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Será o nosso “amor” mais forte que a “morte” (?)

Pergunto-me se faz sentido falar em amor… como penso se faz sentido este compromisso… Envolvemo-nos em palavras… expressões. Preenchemos os nossos serões com filmes e musicas… sonhos e promessas. No fundo partilhamos o que temos de melhor e chegamos até onde a distância nos separa. Tudo em nós é próximo como distante… dicotómico como o amor “um contentamento descontente “…
E será este dicotómico amor mais forte que a “morte”… não uma morte física ou de alguém… mas uma “morte”… de um fim de quem não consegui alcançar a distancia… de quem precisa mais do que palavras… de quem não consegue viver no vazio.
Entre promessas, comprometemo-nos… “vamos os dois no mesmo barco, acho que não é uma questão de mudar de barco, mas de vermos juntos o melhor rota”… “acho que é sempre assim como agora”.
Com estas palavras fiquei… comprometi-me… e acredito que o “amor será maior que a morte”…

sábado, 17 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Onde fico... (?) Onde habito... (?)


Num percurso errante onde nunca me identifiquei com os espaços onde habitei… construí um refúgio, erigi um abrigo que poucos conhecem, onde só alguns entram… neste retiro sonho, choro, amo… Em alguns momentos é me concedido um espaço onde habito com tranquilidade… e quando consigo habitar num espaço que chamo MEU… sem perceber o porque é invadido pelo que mais me magoa, pelo que me destrói… pergunto Onde fico… (?) Onde habito… (?) … é me pedido para compreender.
Sem nunca ter encontrado um espaço para habitar… em momentos instáveis, vivo uma vida errante… onde o único refúgio é o abrigo que erigi…

domingo, 11 de maio de 2008

Porque dói pensar…

Construir uma identidade é complexo… ainda mais quando os modelos que nos podiam ajudar não existem… quando precisamos de ajuda, não temos… Neste contexto permanece um percurso solitário… em comunhão com devaneios, reflexões e pensamentos…abraçamos a vida… entre quedas batemos no fundo e crescemos.
Tudo faz parte de uma aprendizagem que nos sai da alma… que marca o corpo molda uma personalidade… mesmo quando não queremos e tentamos censurar e manipular os sentimentos.
Para definir uma estrutura e construir uma identidade é preciso PENSARPARAR … e como dói…dói encarar o que temos quando é diferente do que queremos… dói negar o presente… dói construir o futuro. E dói porque pensamos …

quarta-feira, 7 de maio de 2008

(…) será para nós este jardim (?)

A duvida é algo que sufoca… o medo uma barreira… as paradoxas palavras concebem uma distância.
Num lugar onde as flores são palavras… faz deste jardim um momento paradoxal… com um aroma incerto entre sensações débeis e fracas…num aroma amargo e frígido … sincero e fortes… num aroma afectivo e contíguo.
Neste paradoxo em que habito sinto-me errante num espaço maior que tudo mas que se torna pequeno enquanto espaço. Entre sensações tão antagónicas vou sufocando neste jardim que perde o aroma…

"A Casa"

http://br.youtube.com/watch?v=9azTEqPrVvU&feature=related

VAZIO…


Em momentos uma companhia… em outros um desejo… num inconsciente uma perspectiva de vida. Estimulado por um encanto… renasceu um contentamento…muito próximo do idealizado… não sei se é perfeito ou imperfeito… se é fraco ou forte… pois tudo o que tenho são palavras sem cor… sem cheiro…mas com ALMA… em cada expressão percebo a intensidade da escrita… como cada palavra tivesse voz …entoação. Sendo fabuloso toda esta percepção… no momento próximo tudo fica vazio… e numa entoação fria tudo fica distante…como é possível perder algo que nunca tivemos (?) … como é possível amar o VAZIO (?). Tudo é efémero mesmo quando nos parece eterno…

domingo, 4 de maio de 2008

no som que danço...

Tudo fica mais forte… em cada passo existe um compasso, com tempos e contratempos.

http://br.youtube.com/watch?v=oEfFbuT3I6A

A vida é feita de pequenos nadas…



São pequenos nadas… que dão sentido e alegria à existência… rebusco em cada palavra expressão ou gesto um alento intenso, como quem procura algo perdido, como quem corre em busca de um sonho.

Nestes últimos meses…entre escolhas dicotómicas, entre cheios e vazios, encontro um modo de vida diferente ao até então vivo… afasto-me a cada dia de tudo o que nego do que me magoa e do que não quero…num intuito de liberdade, tranquilidade eterna. Para conseguir este estado de alma, esqueço as origens e deixo para trás a dor. Abandono (num acto um pouco egoísta) quem me deu a vida mas que em muitas horas dessa mesma vida me roubou os sonhos.

Amo todos os que me querem bem… todos os que se dedicam a mim… mas deixem-me ser livre…pois o espaço que habito é pequeno demais para mim… não pertenço a esta casa nem sou deste lugar.

Se o nada para mim é tudo… deixem-me só.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Big my secret...

…com quem partilho o que guardo, a quem conto os meus dias…
É nas tuas mãos que cedo a alma e te desvendo o meu Eu… é contigo que mergulho, é para ti que danço, é contigo que adormeço, é por ti e para ti este sorriso…No teu peito me deito quando mergulho, nos teus braços me envolvo quando surjo do azul… tudo em nós é tão transparente e delicado… com uma genuinidade inocente num mundo complexo e maturo.

http://www.youtube.com/watch?v=Wjg3qmtT7Qo&featur

quinta-feira, 17 de abril de 2008

“The bucket list”

• Acabar a licenciatura;
• Encontrar emprego no tempo idealizado;
• Ter três filhos;
• Escrever um livro;
• Missão de voluntariado – arquitectos sem fronteiras;
• No momento certo olhar para trás e sentir que todas as escolhas feitas foram as mais correctas;

terça-feira, 15 de abril de 2008

Pedaços de historias …

"Nós somos feitos de pequenos bocadinhos de histórias de pedaços de memórias que por vezes conseguimos colar outras vezes não"
Em memórias guardo o que foi, o que perdi e o que conquistei. Em pedaços desfiz tudo o que magoou… e em pequenos bocadinhos vou construindo uma identidade definindo propósitos, delineando prioridades… sempre com o objectivo de um dia quando chegar o momento de olhar para trás ter para mim, que todas as escolhas foram sempre o melhor percurso.

É para ti este sorriso…


Envolvidos numa empatia, onde tudo é próximo menos o espaço onde habitamos. Vivemos num conceito dicotómico de contiguidade e distância.
No silêncio das palavras envolvemo-nos, ficando tudo tão próximo, tão forte até ao ponto de conseguir perceber o que sentes… consigo escutar o tom da tua voz sem nunca a ter ouvido… consigo ver a tua expressão sem nunca ter visto o teu rosto.

Por estares sempre comigo, é para ti este sorriso.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Por seres apenas tu...

Quero... “agarrar em ti o mar”...quero “agarrar a ti o sol ...quero agarrar a tua mão… quero agarrar a ti o corpo... quero ser feliz “…

Para quem nós trás um sopro do deserto…

Procuro cada lugar teu aos poucos atado em mim a cada lugar meu… tento entender o rumo que a vida nos faz tomar… vejo em ti alguém muito próximo do que quero para mim, com a distancia tudo fica frágil… mas em muitos momentos permaneces mais próximo que muitos que habitam na mesma cidade.
Trocamos as palavras mais escondidas, em noites tão perdidas onde quase nada bate certo. Existe qualquer coisa em nós inquieta e tudo o que era longe fica perto.
“Se eu fosse a tua pele se tu fosses o meu caminho se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho…”

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Trajei a minha alma de branco…

Foram precisos tantas horas de tantos dias, para te fazer compreender que me perdeste no primeiro dia em que me magoaste… se mentes para alguém de certo que é só para ti…
Encontramo-nos num ponto de desgaste, onde muito já foi dito e redito…acabando sempre no mesmo erro…
Quando cai o pano é inevitável…tudo se revela, tudo fica fraco e frágil, as pulsações aumentam, quase que perdemos o norte…mas o máximo que encontramos é um ponto de rotura…
Desejei em muitas horas que tudo fosse diferente… mas agora com a distancia, como é bom não te ter… em memorias recordo onde tudo me parecia perfeito mas agora vejo que era mais imperfeito… estava tudo lá, em cada olhar, em cada gesto e eu nunca vi porque tinha para mim que eras completo...
Agora sim acredito num novo início que tanto falavas… num sentido simples de prazer ou de afecto pela pessoa quem insistimos quer por perto…

Vamos ver até onde a verdade nos leva…

Tudo é tão frágil e fraco…

…em cada post revelas um EU diferente... quem és tu afinal?

(…) provavelmente não sabes… em momentos fugazes preenches o vazio dos teus dias, para não sentires o insípido em tudo se transformou. Sem perceberes perdes o rumo de um percurso que tu próprio escolheste.

(…) dizes viver seriamente-na-boa… mas nas tuas palavras impugnam esse teu modo de estar… para quem queres esconder (?) para quem queres mentir (?), a realidade em que vives.

(…) dizes usar a mentira…mas mentes só para ti, procurando esconder as tuas próprias fragilidades…vícios…numa necessidade constate de seres aceite moldas-te ás pessoas e ás situações sem nunca definires uma identidade…cercado de uma falta de personalidade constróis um EU onde tudo é FALSO.

Entre palavras sem cor… esperadas e inesperadas, encontro alguém que não quero para mim.

domingo, 23 de março de 2008

Danço no escuro e entre ritmos trilho um rumo…

Danço no escuro sem conhecer o rumo, na convicção que tudo se renova. E quando menos esperamos o que nos parecia fraco torna-se forte.
Estou feliz porque, entre falhas, nunca fui incorrecta, entre a dor dei o melhor de mim, na desilusão nunca me perdi.
Num amor que desamparo… reside em mim memorias do que sofri…mas contigo fica a mágoa do imperfeito, a dor da desilusão, num olhar perdido o reflexo de uma carência … uma angustia de fraqueza. Não assumes o arrependimento e dissimulas a dor. Não resolves o que sentes nem sabes o que queres. Contestas conceitos inatos que agora não consegues resolver.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Tiago Bettencourt _ Concerto 29 Março 08

Por seres uma referência…

Hoje é um dia que quero agradecer, a quem num momento de prazer me deu a vida, e que em muitos momentos de roubou a alma. Pela dor, tornou-me uma pessoa mais forte. És um exemplo, de tudo o que não quero, de tudo o que mais nego. Em ti tenho o reflexo de como falhar, contigo aprendi o que a vida têm de melhor ao me dares a conhecer o pior. És uma referência, alguém que nunca vou esquecer, por seres quem és e por nunca teres acreditado em mim PAI.

terça-feira, 18 de março de 2008

Quando cai o pano…

É inevitável todos nos usamos “mascaras”, mas tem que existir um certo momento no dia que temos que ser nós sem mascaras nem preconceitos, sem segredos ou medos. Para não cairmos no erro de viver num mundo idealizado que não nos pertence, num teatro onde tudo é o faz de conta. Pois quando cai o pano pode ser dolorosa a realidade.

De mim só me falto EU

Numa conversa informal, apercebi-me que o sentimento que guardo é diferente do que sinto. O que guardo são saudades de partilhar, da vida que concebi, dos prazeres, alegrias e desejos que me fizeram ser feliz. O que sinto é um vazio de uma desilusão desmedida.
Com a distância tudo se revela, e as realidades só têm o valor que nós lhe damos, e tu foste o meu perfeito mais imperfeito, foste o meu tudo que era nada, foste o sol na sombra.
Tenho saudades de mim, de um sonho que é MEU e não de TI, pois de mim só me falto EU.

domingo, 16 de março de 2008

Quando tudo fica tão perto…

Entre memórias dispersas recordo quando partilhávamos a mesma escola onde EU era transparente e só TU reparavas em mim. Depois os percursos e o tempo afastaram-nos, mas mesmo assim o destino fez questão de nos juntar, reencontramo-nos e num só olhar apaixonamo-nos, mas também num só olhar magoaste-me e perdeste-me.
Após voltas e viravoltas, hoje encontrei em ti o mesmo olhar e numa tarde bizarra, tudo se renova.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A cor da alma…

Quando tudo nos parece certo e é errado, quando tudo é amor e é falso, quando tudo parece perfeito e é imperfeito, quanto tudo parece tudo e é nada. Fica um vazio de uma dor desmedida, de um amor que rejeito mas que precise em sufocar.
Em cada palavra apresentas um EU diferente numa dicotomia de sentimentos e atitudes tão opostas como a noite do dia. Tenho pena de ti, pois o que sentes é tão frágil e fraco, tão efémero e inconstante. Em mim habita uma desilusão, mas em ti permanece o PERFEITO que é IMPERFEITO, permanece TUDO que não é NADA. Não conheço nem quero conhecer esse mundo de faz de conta, que presides em viver, onde tudo é FALSO até o próprio EU.

Essência do silêncio...

Sempre em silêncio num gesto só tudo se desfaz. (...) numa vida em comum, hoje findo com a sensação de que à parte de termos compartido os lençóis da mesma cama e algumas horas de alguns dias das nossas vidas, não partilhamos absolutamente mais nada.
Na memória guardo tudo o que ficou para trás, tudo o que foi bom, tudo o que deixou de ser e no insípido em que se transformou.

sexta-feira, 7 de março de 2008

“Dancing in the Dark”

Numa conversa com alguns kms, mas numa dicotomia de proximidade… alguém me confessou que se sentia “Dancing in the Dark”…
Em concisos segundos senti parte da minha vida narrada numa única expressão “dançando no escuro”… é exactamente a expressão certa para descrever cada passo, cada decisão, cada escolha que no percurso de um objectivo temos que fazer, sempre na constante incerteza se é correcto.
Este momento a que chamamos, vida não é mais do que uma dança no escuro, onde temos que saber bem os passos, pois fica tão fácil perder o ritmo.

Não voltes nunca mais (…)

Conhecendo os passos desta estrada, sei que não vai dar em nada, mas mesmo assim procuro encontrar em ti quem amei. Mas só hoje percebi que és diferente do que concebi.
Hoje,nenhuma palavra foi diferente do que já se disse… por isso não vou voltar a procurar o desconsolo, de um amor que abandono.
Não sei o que vem a seguir, mas quero procurar, deixei de tentar erguer os planos de sempre, agora o rumo a seguir leva-me para longe de tudo o que mais nego de tudo o que desprezo...
Pediste para ficar e eu imploro…não voltes nunca mais.

domingo, 2 de março de 2008

(...)as palavras que nunca te direi.

Neste momento vou desenleando os nós e laços que o mundo faz e caminhando noutros abraços que a vida dá. Creio que tudo acontece por algum motivo ou com algum objectivo, no meu percurso existe sofrimentos que valorizo outros que renego. Mesmo sempre tentando ultrapassar tudo sem que nada me afectasse, não consegui, pois tudo o que tentei esquecer ignorar e minimizar ficou marcado na minha personalidade mesmo contra a minha vontade, acabou por me moldar. São pedaços de mim que escondo, até para mim mesma, para não ter que encarar as minhas dúvidas ou fragilidades. Creio fazer o mais correcto mas quando algo acontece tudo é multiplicado pelo recalcamento das fragilidades que habitam em mim.
“Tento entender o rumo que a vida me faz tomar, tento esquecer a magoa e guardar só o que é bom de guardar.”

(...)entre falhas, darei sempre o melhor de mim.


Mesmo magoada e desiludida… dou o melhor de mim a quem me tirou o brilho dos olhos, o sorriso do rosto… faço-o não porque sou ingénua, mas porque não vou desprezar ninguém só porque não me prezaram, não serei incorrecta só porque não foram correctos.
Compreendo, minimizo e tento encontrar as respostas que justifiquem, as débeis posturas, mas quando tudo é tão vago perdura o vazio e leva-me a desistir.
Tudo isto acaba-se por materializar em ausência, distancia…com o tempo tudo se torna mais leve perdurando em vagas memórias cada momento que amei.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"ATONEMENT"

Cedo este filme, a todos que não conhecem o valor da vida e pensam que uma ESCOLHA por mais ingénua que pareça é inocente e não tem consequências...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

(...) em tudo o que fazes, em todas as escolhas, objectivos e sonhos, deseja sempre partilhar com alguém, mas não o deixes de faze-lo sozinho.

Desiludida com as pessoas, comigo e com o "destino" que me foi traçado… habita em mim uma angustia, uma permanente dor que me consome a cada dia um pouco mais.

O que sinto provem de um recalcamento de emoções que guardo no mais profundo EU. É um recalcamento de um percurso e não de um factor isolado, são sentimentos antigos, mal resolvidos que renascem quando encontro mais uma perda. Sempre na sombra de um PORQUÊ? Com a certeza porem, de ser injusto está mágoa.

Compreenderem o que digo é difícil, pois a compreensão é um domínio do conhecimento e quando não se conhece dificilmente se compreende.

Como explicar … a indiferença de um pai, a angústia de um cancro, a perda de uma referência, o sofrimento de um objectivo e a desilusão de um sonho…

As pessoas são cruéis, fúteis e egoísta de mais para amarem, partilharem, PARA COMPREENDEREM.

Habitam em fugazes momentos, um espaço maior que tudo, que se chama VIDA.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

PORQUÊ (...)

Nunca se interrogaram, o porquê “Riscos demais”, como nome do blog?
Acham que foi mero acaso ou têm alguma intenção? Aguardo as vossas opiniões a ver quem sabe a resposta.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

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