Danço no escuro sem conhecer o rumo, na convicção que tudo se renova. E quando menos esperamos o que nos parecia fraco torna-se forte.
Estou feliz porque, entre falhas, nunca fui incorrecta, entre a dor dei o melhor de mim, na desilusão nunca me perdi.
Num amor que desamparo… reside em mim memorias do que sofri…mas contigo fica a mágoa do imperfeito, a dor da desilusão, num olhar perdido o reflexo de uma carência … uma angustia de fraqueza. Não assumes o arrependimento e dissimulas a dor. Não resolves o que sentes nem sabes o que queres. Contestas conceitos inatos que agora não consegues resolver.
Riscos demais
domingo, 23 de março de 2008
Danço no escuro e entre ritmos trilho um rumo…
quarta-feira, 19 de março de 2008
Por seres uma referência…
Hoje é um dia que quero agradecer, a quem num momento de prazer me deu a vida, e que em muitos momentos de roubou a alma. Pela dor, tornou-me uma pessoa mais forte. És um exemplo, de tudo o que não quero, de tudo o que mais nego. Em ti tenho o reflexo de como falhar, contigo aprendi o que a vida têm de melhor ao me dares a conhecer o pior. És uma referência, alguém que nunca vou esquecer, por seres quem és e por nunca teres acreditado em mim PAI.
terça-feira, 18 de março de 2008
Quando cai o pano…
É inevitável todos nos usamos “mascaras”, mas tem que existir um certo momento no dia que temos que ser nós sem mascaras nem preconceitos, sem segredos ou medos. Para não cairmos no erro de viver num mundo idealizado que não nos pertence, num teatro onde tudo é o faz de conta. Pois quando cai o pano pode ser dolorosa a realidade.
De mim só me falto EU
Numa conversa informal, apercebi-me que o sentimento que guardo é diferente do que sinto. O que guardo são saudades de partilhar, da vida que concebi, dos prazeres, alegrias e desejos que me fizeram ser feliz. O que sinto é um vazio de uma desilusão desmedida.
Com a distância tudo se revela, e as realidades só têm o valor que nós lhe damos, e tu foste o meu perfeito mais imperfeito, foste o meu tudo que era nada, foste o sol na sombra.
Tenho saudades de mim, de um sonho que é MEU e não de TI, pois de mim só me falto EU.
domingo, 16 de março de 2008
Quando tudo fica tão perto…
Entre memórias dispersas recordo quando partilhávamos a mesma escola onde EU era transparente e só TU reparavas em mim. Depois os percursos e o tempo afastaram-nos, mas mesmo assim o destino fez questão de nos juntar, reencontramo-nos e num só olhar apaixonamo-nos, mas também num só olhar magoaste-me e perdeste-me.
Após voltas e viravoltas, hoje encontrei em ti o mesmo olhar e numa tarde bizarra, tudo se renova.
quarta-feira, 12 de março de 2008
A cor da alma…
Quando tudo nos parece certo e é errado, quando tudo é amor e é falso, quando tudo parece perfeito e é imperfeito, quanto tudo parece tudo e é nada. Fica um vazio de uma dor desmedida, de um amor que rejeito mas que precise em sufocar.
Em cada palavra apresentas um EU diferente numa dicotomia de sentimentos e atitudes tão opostas como a noite do dia. Tenho pena de ti, pois o que sentes é tão frágil e fraco, tão efémero e inconstante. Em mim habita uma desilusão, mas em ti permanece o PERFEITO que é IMPERFEITO, permanece TUDO que não é NADA. Não conheço nem quero conhecer esse mundo de faz de conta, que presides em viver, onde tudo é FALSO até o próprio EU.
Essência do silêncio...
Sempre em silêncio num gesto só tudo se desfaz. (...) numa vida em comum, hoje findo com a sensação de que à parte de termos compartido os lençóis da mesma cama e algumas horas de alguns dias das nossas vidas, não partilhamos absolutamente mais nada.
Na memória guardo tudo o que ficou para trás, tudo o que foi bom, tudo o que deixou de ser e no insípido em que se transformou.
sexta-feira, 7 de março de 2008
“Dancing in the Dark”
Numa conversa com alguns kms, mas numa dicotomia de proximidade… alguém me confessou que se sentia “Dancing in the Dark”…
Em concisos segundos senti parte da minha vida narrada numa única expressão “dançando no escuro”… é exactamente a expressão certa para descrever cada passo, cada decisão, cada escolha que no percurso de um objectivo temos que fazer, sempre na constante incerteza se é correcto.
Este momento a que chamamos, vida não é mais do que uma dança no escuro, onde temos que saber bem os passos, pois fica tão fácil perder o ritmo.
Não voltes nunca mais (…)
Conhecendo os passos desta estrada, sei que não vai dar em nada, mas mesmo assim procuro encontrar em ti quem amei. Mas só hoje percebi que és diferente do que concebi.
Hoje,nenhuma palavra foi diferente do que já se disse… por isso não vou voltar a procurar o desconsolo, de um amor que abandono.
Não sei o que vem a seguir, mas quero procurar, deixei de tentar erguer os planos de sempre, agora o rumo a seguir leva-me para longe de tudo o que mais nego de tudo o que desprezo...
Pediste para ficar e eu imploro…não voltes nunca mais.
domingo, 2 de março de 2008
(...)as palavras que nunca te direi.
Neste momento vou desenleando os nós e laços que o mundo faz e caminhando noutros abraços que a vida dá. Creio que tudo acontece por algum motivo ou com algum objectivo, no meu percurso existe sofrimentos que valorizo outros que renego. Mesmo sempre tentando ultrapassar tudo sem que nada me afectasse, não consegui, pois tudo o que tentei esquecer ignorar e minimizar ficou marcado na minha personalidade mesmo contra a minha vontade, acabou por me moldar. São pedaços de mim que escondo, até para mim mesma, para não ter que encarar as minhas dúvidas ou fragilidades. Creio fazer o mais correcto mas quando algo acontece tudo é multiplicado pelo recalcamento das fragilidades que habitam em mim.
“Tento entender o rumo que a vida me faz tomar, tento esquecer a magoa e guardar só o que é bom de guardar.”
(...)entre falhas, darei sempre o melhor de mim.
Mesmo magoada e desiludida… dou o melhor de mim a quem me tirou o brilho dos olhos, o sorriso do rosto… faço-o não porque sou ingénua, mas porque não vou desprezar ninguém só porque não me prezaram, não serei incorrecta só porque não foram correctos.
Compreendo, minimizo e tento encontrar as respostas que justifiquem, as débeis posturas, mas quando tudo é tão vago perdura o vazio e leva-me a desistir.
Tudo isto acaba-se por materializar em ausência, distancia…com o tempo tudo se torna mais leve perdurando em vagas memórias cada momento que amei.
