Este Blog é um compasso de tempo, onde escrevo, alguns momentos que chamei "Riscos demais".

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Será o nosso “amor” mais forte que a “morte” (?)

Pergunto-me se faz sentido falar em amor… como penso se faz sentido este compromisso… Envolvemo-nos em palavras… expressões. Preenchemos os nossos serões com filmes e musicas… sonhos e promessas. No fundo partilhamos o que temos de melhor e chegamos até onde a distância nos separa. Tudo em nós é próximo como distante… dicotómico como o amor “um contentamento descontente “…
E será este dicotómico amor mais forte que a “morte”… não uma morte física ou de alguém… mas uma “morte”… de um fim de quem não consegui alcançar a distancia… de quem precisa mais do que palavras… de quem não consegue viver no vazio.
Entre promessas, comprometemo-nos… “vamos os dois no mesmo barco, acho que não é uma questão de mudar de barco, mas de vermos juntos o melhor rota”… “acho que é sempre assim como agora”.
Com estas palavras fiquei… comprometi-me… e acredito que o “amor será maior que a morte”…

sábado, 17 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Onde fico... (?) Onde habito... (?)


Num percurso errante onde nunca me identifiquei com os espaços onde habitei… construí um refúgio, erigi um abrigo que poucos conhecem, onde só alguns entram… neste retiro sonho, choro, amo… Em alguns momentos é me concedido um espaço onde habito com tranquilidade… e quando consigo habitar num espaço que chamo MEU… sem perceber o porque é invadido pelo que mais me magoa, pelo que me destrói… pergunto Onde fico… (?) Onde habito… (?) … é me pedido para compreender.
Sem nunca ter encontrado um espaço para habitar… em momentos instáveis, vivo uma vida errante… onde o único refúgio é o abrigo que erigi…

domingo, 11 de maio de 2008

Porque dói pensar…

Construir uma identidade é complexo… ainda mais quando os modelos que nos podiam ajudar não existem… quando precisamos de ajuda, não temos… Neste contexto permanece um percurso solitário… em comunhão com devaneios, reflexões e pensamentos…abraçamos a vida… entre quedas batemos no fundo e crescemos.
Tudo faz parte de uma aprendizagem que nos sai da alma… que marca o corpo molda uma personalidade… mesmo quando não queremos e tentamos censurar e manipular os sentimentos.
Para definir uma estrutura e construir uma identidade é preciso PENSARPARAR … e como dói…dói encarar o que temos quando é diferente do que queremos… dói negar o presente… dói construir o futuro. E dói porque pensamos …

quarta-feira, 7 de maio de 2008

(…) será para nós este jardim (?)

A duvida é algo que sufoca… o medo uma barreira… as paradoxas palavras concebem uma distância.
Num lugar onde as flores são palavras… faz deste jardim um momento paradoxal… com um aroma incerto entre sensações débeis e fracas…num aroma amargo e frígido … sincero e fortes… num aroma afectivo e contíguo.
Neste paradoxo em que habito sinto-me errante num espaço maior que tudo mas que se torna pequeno enquanto espaço. Entre sensações tão antagónicas vou sufocando neste jardim que perde o aroma…

"A Casa"

http://br.youtube.com/watch?v=9azTEqPrVvU&feature=related

VAZIO…


Em momentos uma companhia… em outros um desejo… num inconsciente uma perspectiva de vida. Estimulado por um encanto… renasceu um contentamento…muito próximo do idealizado… não sei se é perfeito ou imperfeito… se é fraco ou forte… pois tudo o que tenho são palavras sem cor… sem cheiro…mas com ALMA… em cada expressão percebo a intensidade da escrita… como cada palavra tivesse voz …entoação. Sendo fabuloso toda esta percepção… no momento próximo tudo fica vazio… e numa entoação fria tudo fica distante…como é possível perder algo que nunca tivemos (?) … como é possível amar o VAZIO (?). Tudo é efémero mesmo quando nos parece eterno…

domingo, 4 de maio de 2008

no som que danço...

Tudo fica mais forte… em cada passo existe um compasso, com tempos e contratempos.

http://br.youtube.com/watch?v=oEfFbuT3I6A

A vida é feita de pequenos nadas…



São pequenos nadas… que dão sentido e alegria à existência… rebusco em cada palavra expressão ou gesto um alento intenso, como quem procura algo perdido, como quem corre em busca de um sonho.

Nestes últimos meses…entre escolhas dicotómicas, entre cheios e vazios, encontro um modo de vida diferente ao até então vivo… afasto-me a cada dia de tudo o que nego do que me magoa e do que não quero…num intuito de liberdade, tranquilidade eterna. Para conseguir este estado de alma, esqueço as origens e deixo para trás a dor. Abandono (num acto um pouco egoísta) quem me deu a vida mas que em muitas horas dessa mesma vida me roubou os sonhos.

Amo todos os que me querem bem… todos os que se dedicam a mim… mas deixem-me ser livre…pois o espaço que habito é pequeno demais para mim… não pertenço a esta casa nem sou deste lugar.

Se o nada para mim é tudo… deixem-me só.