Este Blog é um compasso de tempo, onde escrevo, alguns momentos que chamei "Riscos demais".

sexta-feira, 20 de junho de 2008

“O meu Jardim”

No silêncio onde as mãos se dão… quase morri dentro de mim… quase desamparei este jardim…mas a mesma noite que te levou trouxe-te, voltando tudo o que tens…e o que é “meu”, ficas por dentro de mim ficas dentro de mim…Fica pois é para nós este jardim…

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“Meu sol”

Depois da ausência… do espaço que precisamos para pensar, tudo volta e nada se perde, em compassos tudo se transforma… com o tempo conquistamos incertezas mas abandonamos a ansiedade… e assim tudo fica mais calmo numa maturidade amparada por algo que julgamos ser mais que tudo… “qualquer coisa que aquece o coração, há qualquer coisa quente quando estás… qualquer coisa que nos prende …”.
No espaço que habito és o meu sol… “por isso vêm quebrar o medo vêm saber se há depois…e sentir que somos dois…”

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

O teu umbigo (…)

Perdi… quando mais precisava de ti… eras o meu momento de descanso e paz…quando tudo me magoava. Mas não foste capaz de ver o apreso que tinha por ti… o carinho que te guardava, o “amor” que te dedicava. Sei que em muitos momentos fui ausente, mas fiquei quando te afastaste, compreendi, esperei, respeitei… fui ficando… por mim, por ti e por nós.
Tudo se transformou e o que mais desejei perdeu-se… agora recordo alguém que nunca conheci… e guardo cada palavra como única.
Admiro a tua persistência… mas magoa o teu egoísmo centrado no teu umbigo. Respeito cada escolha, mas lamento que o teu egocentrismo não te tenha deixado ver para além das palavras, para além da ausência, para além do silêncio.
Vou ficando porque continuo a acreditar que não é uma questão de mudar de barco, mas de vermos juntos a melhor rota…
Vou permanecendo… até ao dia em que o vazio se tornar intolerável.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

(...) minha tenacidade

Tudo se transforma entre perdas, entre a dor crescemos e com o tempo tudo se renova… a existência é um ciclo onde amamos, choramos quase desistimos mas acabamos sempre por ficar, mesmo quando a dor é insuportável mesmo quando tudo fica hostil.
A minha força reside unicamente na minha tenacidade, apesar da magoa e a falta de cresça nas pessoas e na vida… existe em mim um apego a este jardim que não me deixa desistir… neste momento já não é por ninguém nem para ninguém, mas sim por mim e para mim… pois mesmo partilhando estaremos sempre sós… e o mais eterno que podemos construir é o nosso EU… pois a parte disso tudo é efémero.

"Coração de Alabastro"

Foste parte de muitas horas que se transformaram em dias, por sequência em semanas…foste o meu abrigo em muitas noites…uma companhia de muitos momentos…
Trocamos os segredos mais escondidos quase “proibidos”…em sonhos criamos um estado de conformidade… e agora com o fim tudo se perde tudo o que nos aproximou agora afasta-nos… tudo o que amamos agora negamos…
Com o fim tudo volta ao inicio…num séquito de vazio, onde tudo é desconhecido.
Acreditei e entreguei a alma mesmo quando a distância aumentava o vazio…pois tinha para mim que a nosso “amor” era mais forte que a “morte”… mas perdeu-se em palavras sem cor num jardim sem odor.
Não me magoa a perda mas a indiferença em que tudo se transforma… na cumplicidade do vazio.