Açores… refugio de oito dias, onde encontrei a paz que procurava, o descanso que desejava. Só… encontrei em cada voo um desafio em cada percurso algo novo… inicialmente neguei tinha o peito fechado da angustia de mais uma viagem sozinha, mas não podia ficar tinha que conseguir a liberdade que procurava… viajei e assim que descolei a sensação de domino e de liberdade fez-me esquecer tudo o que me fazia ficar. Parti e em cada dia construía mais uma etapa, completava o objectivo da minha viagem… é gratificante quando nos sentimos realizados, mesmo quando o estímulo é a dor… tudo passa, tudo se transforma… e o que fica connosco é o que vivemos, o que abraçamos e o que guardamos…e isso não perdemos e ninguém nos pode tirar… é algo só nosso, eterno.
Riscos demais
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Existe um coração debaixo do exterior gelado...
Porque vêem a pela e não a alma…crêem alguém que não existe. O que falo não compreendem o que suplico não é perceptível. Nego o que me concedem e o que persistem em manter. Neste exterior gelado, numa ausência de expressão, habita uma alma tão frágil que quebra com a ausência de um simples olhar… porque não sou como me vêem exigem de mim mais do que consigo suportar … e este fardo é pesado demais. Sei que é difícil de crer, mas por de trás deste exterior gelado existe um sorriso assim…
Fica tanto por contar...
Mais um ano lectivo concluído e com ele a minha licenciatura. Partilhar, neste compasso de tempo, todos os momentos que vivi em seis anos… o que amei, o que sofri, o que chorei, o que sorri… é impossível pois ficaria sempre algo por contar. Numa linguagem universal, estou feliz porque terminei um objectivo, mas ainda com pesar, vivo um dia de cada vez em busca da liberdade. Ainda não encontrei a casa onde posso adormecer, descansar ser EU... feliz. Permanece ao alcance de um olhar tudo o que me magoa tudo o que nego tudo o que abandono mas teima em ficar.
